O que está a travar a tua empresa não é falta de esforço. É o processo.

Achas que precisas de mais gente, mais horas, ou de outro software. Talvez precises só disto: perceber como o trabalho acontece hoje, dentro da tua empresa, e ver onde se perde tempo — e dinheiro — sem que ninguém tenha reparado. É isso que esta página explica, do início ao fim, antes de te pedir seja o que for.

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01 · Reconhecimento

Isto é contigo?

Antes de explicarmos seja o que for, lê estas seis frases. Não estão aqui para te vender nada — estão aqui para veres se te reconheces.

  • Vivemos em Excel — e ninguém confia nos números.
  • Os clientes perguntam coisas que deviam poder ver sozinhos.
  • Um processo que passa por três pessoas demora três dias.
  • Temos informação em sistemas que não falam entre si.
  • Erros manuais que só descobrimos tarde demais.
  • Faz-se à mão porque sempre foi assim.

Se te revês em duas ou três destas frases, o mais provável não é teres pouca gente. É teres um processo que ninguém desenhou de propósito. E isso não é uma falha tua — é o assunto da secção seguinte.

02 · Como isto acontece

Ninguém desenhou isto. Foi crescendo.

Nenhuma empresa se senta, num dia qualquer da sua fundação, a desenhar o processo que hoje usa para fechar um mês, tratar uma encomenda ou responder a um cliente. Quase nunca acontece assim. O que acontece é isto: alguém teve um problema concreto, numa terça-feira qualquer, e resolveu-o com o que tinha à mão.

O Excel entrou porque era mais rápido do que pedir a alguém para somar à mão — e resolveu, de facto, o problema que tinha para resolver. O grupo de WhatsApp começou porque esperar por um email demorava horas que ninguém tinha. A folha pousada ao lado do computador apareceu porque era mais rápido apontar ali do que abrir o sistema, preencher três campos e voltar ao que estavas a fazer. Cada uma destas decisões, no dia em que foi tomada, foi a decisão certa. Ninguém a tomou de ânimo leve, e ninguém a tomou por preguiça.

O problema não é o Excel, nem o WhatsApp, nem a folha. O problema é que nenhuma delas foi pensada ao lado das outras. Cada solução resolveu o pedaço que tinha à frente naquele momento — e ninguém, nunca, parou para olhar para o conjunto. Cinco anos depois, a empresa tem meia dúzia de sítios diferentes a guardar a mesma informação, duas ou três pessoas que sabem decifrar abreviaturas que só elas entendem, e um processo que atravessa três departamentos sem que alguém alguma vez o tenha desenhado de propósito.

Isto não é crítica a quem preenche — é um sistema que funciona porque há pessoas que sabem de cor o que cada abreviatura quer dizer.

É por isso que a primeira pergunta nunca devia ser "que software compramos". A primeira pergunta é mais simples, e bastante mais incómoda: quanto é que isto está mesmo a custar? Essa é a parte que quase ninguém soma.

03 · O custo

O que isto custa — a parte que ninguém soma

O custo não é o software que ainda não têm. O custo é o tempo — e o tempo tem preço, mesmo quando ninguém o escreve numa factura.

A conta é sempre a mesma, por mais diferente que a empresa pareça por fora: horas por mês × 12 × custo por hora da pessoa que faz. Não precisas de nós para a fazer. Precisas de dez minutos, papel e ser honesto com os números.

Um exemplo — números redondos, inventados de propósito para se ver o mecanismo a funcionar. Não é o resultado de nenhum cliente nosso; é ilustrativo.

  • Uma tarefa de dez minutos, repetida trinta vezes por mês, feita por alguém que custa à empresa 15 € à hora.
  • Dez minutos × trinta vezes = cinco horas por mês.
  • Cinco horas × doze meses = sessenta horas por ano.
  • Sessenta horas × 15 € = novecentos euros por ano.

Numa tarefa que ninguém classificaria como um problema — porque nunca ocupou uma manhã inteira de uma vez só.

E a maior parte das fugas reais não está onde a tua equipa trabalha. Está entre duas pessoas: na espera por uma resposta, no reenvio de um email porque o primeiro se perdeu, no retrabalho de corrigir à mão o que entrou torto. Por isso, quase ninguém a vê inteira — cada um só vê o seu pedaço.

Antes de decidires o que fazer com isto: o passo seguinte não é comprar uma ferramenta que faz essa fuga acontecer mais depressa.

04 · O que é (e o que não é)

O que é optimizar processos — e o que não é

Não é comprar mais uma ferramenta.

Se o processo tem um passo redundante, automatizá-lo não o remove — só o torna mais rápido a acontecer.

Comprar mais software não resolve um processo mal desenhado. Acelera-o.

A fuga continua lá. Só que agora corre em segundo plano, mais depressa, e ainda mais invisível do que antes — porque já ninguém precisa de reparar nela para o trabalho sair.

Não é «transformação digital».

Não usamos essa expressão — nem por moda, nem para parecer que fugimos dela. Desconfiamos genuinamente de quem a promete numa reunião de uma hora, e desconfiamos ainda mais de quem a vende antes de perceber como o teu processo funciona hoje, na prática, com as pessoas que o fazem.

É: perceber como o trabalho acontece hoje — não como devia acontecer, nem como o manual diz que acontece —, medir onde se perde, e corrigir. Às vezes com software. Muitas vezes sem. A maior parte das vezes, a correcção certa é mudar a ordem de dois passos, não escrever uma linha de código.

É exactamente esse o método. Quatro fases, e nenhuma delas começa por escolher um software.

05 · O método

Quatro fases. Uma ordem que não se salta.

Chamamos-lhe pelo nome das quatro fases. O entregável no fim chama-se Mapa de Processos.

01

Observar

O tempo que for necessário, dentro da operação.

«Não pergunto o que fazem no sistema. Peço que me mostrem como fazem — e depois pergunto tudo o resto.»

02

Medir

Cada fuga em horas/mês e €/ano, com as premissas ao lado.

As fugas com evidência entram na soma. As estimativas ficam à parte.

03

Desatar

O nó de maior impacto primeiro. E nem todos precisam de software.

Um problema de cada vez. Uma lista de trinta melhorias não se faz — fica na gaveta.

04

Acompanhar

Voltar a medir na data marcada, e comparar com o prometido.

Mede-se pela mesma fonte que deu o ponto de partida.

06 · O entregável

O que recebes — o Mapa de Processos

O tempo que o teu processo exigir — não um dia marcado à partida. Mapeamos o fluxo inteiro, ponta a ponta. No fim, um relatório — não um plano de dois anos — que diz:

  • Como o trabalho acontece hoje (não como o manual diz que acontece)
  • Onde se perde tempo, e quanto isso custa por ano
  • O que se corrige sem escrever uma linha de código
  • O que justifica, de facto, ser automatizado
  • Por onde começar — e porquê por aí

Não entregamos um plano de dois anos que ninguém vai seguir. Dizemos o que resolver primeiro, o que pode esperar, e o que não vale a pena mexer.

07 · A regra anti-conflito

A regra que nos obriga a ser honestos

Por cada fuga identificada há seis conclusões possíveis. Quatro delas não dão trabalho nenhum à DigitalDev: mudar a ordem de dois passos, usar uma ferramenta que já pagas e nunca chegaste a explorar a fundo, comprar algo que já existe pronto no mercado, ou simplesmente deixar estar — porque corrigir custaria mais do que o problema vale.

Por isso, todo o Mapa de Processos que entregamos leva pelo menos uma recomendação que não executamos.

Se o mapa acaba sempre em «e agora construímos nós», é um orçamento com capa — e não foi isso que vieste comprar.

08 · Os quatro caminhos

Os quatro caminhos, ordenados por dependência de terceiros

Sempre que uma fuga aponta para automatizar, há mais do que uma forma de o fazer — e a ordem abaixo não é arbitrária. Começa na opção que não depende de ninguém, e acaba na que desaconselhamos.

Caminho
Gerar os mesmos ficheiros que hoje se preenchem à mão
Depende do fornecedor
Nada
Quando
Preferido — valor imediato, zero refém.
Caminho
Importar exports do sistema incumbente
Depende do fornecedor
Pouco
Quando
Resolve correspondência de códigos.
Caminho
API ou webservice do fornecedor
Depende do fornecedor
Totalmente
Quando
Orçamento e prazo são deles.
Caminho
Ler a base de dados directamente
Depende do fornecedor
Acesso
Quando
Desaconselhado — quebra silenciosa a cada actualização.

09 · Prova

Já aconteceu. Tem números.

Não são casos de estudo com slide. São o que encontramos quando alguém pára trinta segundos para olhar para o que já existe.

−8,37 €/encomenda

A tabela de portes

Um produtor alimentar regional com loja online tinha a tabela de portes construída há anos, ajustada uma vez e nunca mais revista. Para encomendas com destino a França, custava-lhe 17,87 € pôr a encomenda à porta do cliente — e cobrava 9,50 €. Uma perda de 8,37 € em cada encomenda, ano após ano, sem que ninguém tivesse reparado. (Para os Açores e a Madeira, a diferença era de 4,02 € por encomenda.) Ao corrigir a tabela, apareceram mais quatro problemas que ninguém tinha reportado.

72% duplicado

Os mesmos dados, escritos três vezes

No mesmo levantamento, o nome de cada cliente e de cada produto era escrito de novo em cada ficheiro — sem copiar, sem validar contra o que já existia noutro lado. Medimos: 72% de duplicação entre dois ficheiros de registo, e um erro de multiplicação em cada 257 linhas verificadas. Não era descuido de ninguém. Era o preço normal de escrever o mesmo dado à mão, várias vezes, todos os dias.

2 dias → 10 min

A conciliação bancária

Num cliente do sector de rega e piscinas, com oito lojas, a conciliação bancária ocupava duas pessoas durante dois dias inteiros, todos os meses — a confirmar, um por um, se cada movimento no banco correspondia a um documento emitido. Depois de desenhado o caminho certo, a mesma tarefa passou a dez minutos.

Nenhum destes exemplos foi escolhido para impressionar. São o tipo de coisa que aparece sempre que alguém se detém a olhar.

10 · Perguntas frequentes

As perguntas que nos fazem sempre.

Quanto custa?

Depende do que houver para mapear — e isso ninguém consegue dizer por telefone, muito menos por email. Um processo que vive num Excel e numa caixa de correio não é o mesmo que um circuito que atravessa três departamentos e dois sistemas. A conversa de trinta minutos serve para percebermos o âmbito; o orçamento vem depois disso, por escrito, antes de haver qualquer compromisso.

Estamos presos a outro software.

Quase nunca é preciso substituí-lo. O primeiro caminho que testamos é gerar, automaticamente, o que hoje se faz à mão — sem tocar no sistema que já tens.

Temos informação a mais espalhada.

É exactamente isso que o levantamento resolve. Quanto mais espalhada estiver, mais há para encontrar num só dia.

11 · A capacidade técnica

O que executamos quando vale a pena construir

Isto é o que executamos quando o Mapa de Processos recomenda construir — não é o que vendemos. Se já estás a falar connosco e queres saber se conseguimos fazer isto, a resposta está aqui.

Construir

Software feito à medida do processo, não o processo dobrado ao software.

Sistemas à medida

Plataformas e ferramentas internas construídas de raiz para um problema específico, não configuradas a partir de um produto genérico.

Websites e lojas online

Presença digital e venda online com desempenho, sem depender de plugins frágeis nem de builders genéricos.

Aplicações móveis

Apps que acompanham o cliente fora do ecrã do computador, em iOS e Android.

IA e automações

Tarefas que se repetem todos os dias, feitas sozinhas. E modelos de linguagem onde acrescentam mesmo alguma coisa — ligados aos dados do negócio, não a uma demonstração.

Integrar

Ligar o que já existe, antes de construir o que falta.

Integração de sistemas e APIs

ERP, CRM, pagamentos e ferramentas de terceiros a comunicar entre si sem intervenção manual.

Pesquisa avançada

Encontrar o que se procura por significado e contexto, não apenas por palavra exacta.

Dashboards e analytics

Números dispersos por vários sistemas reunidos numa vista só, sempre actualizada.

Operar

Manter em produção com confiança, não com sorte.

DevOps e integração contínua

Cada alteração testada e publicada sem depender de alguém carregar num botão à sexta-feira à tarde.

Segurança e escalabilidade

Arquitectura que aguenta o crescimento em vez de pedir para ser refeita a cada pico de utilização.

Automação de marketing

Canais e campanhas ligados entre si, sem trabalho manual repetido todos os meses.

Desenhar

A interface é o produto que a pessoa efectivamente usa.

Design UI/UX

Interfaces desenhadas para serem usadas sem manual de instruções, testadas com quem as vai usar de facto.

Esta secção é o inventário: responde a "conseguem fazer isto?". Para responder a "vale a pena fazer isto?", o caminho continua a ser o método — a secção 5, aqui em cima, ou o Mapa de Processos.

12 · Casos

Isto já aconteceu noutras empresas.

Oito exemplos com a mesma estrutura: como o trabalho acontecia, onde estava a fuga, o que se foi contar, o que se mudou, e o que se voltou a medir depois. Uns têm números medidos.Outros descrevem a mecânica sem a fechar num valor — porque é assim que é honesto.

Ver os casos

13 · Como trabalhamos

Cada trabalho é orçamentado à medida.

Não há tabela de preços, e não seria honesto haver. Um processo que vive num Excel e numa caixa de correio não é o mesmo que um circuito que atravessa três departamentos e dois sistemas. O que se define primeiro é o âmbito — que processos entram — e o orçamento vem por escrito a seguir, antes de haver compromisso.

Alguns clientes, depois do primeiro trabalho fechado, pediram para continuar. Passaram a avença mensal: em vez de voltarmos quando alguma coisa dói, revemos os processos de forma contínua — os que já se mexeram e os que ainda não. É um trabalho de médio prazo, e é onde a poupança deixa de ser um evento e passa a ser um hábito.

Um processo optimizado uma vez volta a desalinhar-se. Uma empresa que os revê com regularidade deixa de ter surpresas.

14 · Próximo passo

Não é uma venda. São trinta minutos para perceber se fazemos sentido um para o outro.

Não sabemos se aquilo de que a tua empresa precisa é de um sistema novo. Com toda a honestidade, mais de metade das vezes não é. O que sabemos é como descobrir: mapear o fluxo inteiro, pelo tempo que isso exigir, e devolver um relatório em linguagem corrente — com pelo menos uma recomendação que não nos dá trabalho nenhum.

Trinta minutos, online, sem compromisso. Não é uma apresentação comercial. Se fizer sentido avançar, combinamos o âmbito e o orçamento vem por escrito a seguir. Sem contagem a decrescer. Sem letra pequena.

  1. 1. Marcas trinta minutos de conversa, online. Ficamos a conhecer-nos e percebemos o que queres resolver.
  2. 2. Decidimos como se faz o levantamento — online, presencial ou uma mistura — e que processos entram. Recebes o orçamento por escrito.
  3. 3. Recebes o Mapa de Processos — com a ordem por onde começar.
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